Doação feita por Whindersson para fã com paralisia vira caso de Justiça
O youtuber decidiu ajudar um fã, que pediu uma força para divulgar a campanha que havia criado para comprar um triciclo adaptado para ajuda-lo a ir sozinho para a faculdade.
O pedido de André Nunes Nacthigall viralizou e ele conseguiu mais do que uma forcinha de Whindersson na campanha, o humorista resolveu dar o triciclo ao rapaz. “Onde é que tem esse troço moço? ‘Nois’ compra agora!”, respondeu ao estudante.

Na época o youtuber deu todo valor correspondente ao triciclo e a Honda, fabricante de automóveis e motocicletas, doou o valor da moto, ao todo foram doados R$ 25 mil.
O deposito do dinheiro, no entanto, foi feito diretamente na conta do proprietário de uma empresa em Ananindeua, no Pará, consderado o único no país que faz documentação para triciclo. Porém até hoje o empresário não entregou o produto.
Em conversa com o Uol, o jovem de 24 anos lamentou o ‘calote’. “Whindersson e a Honda pagaram a ele tudo direitinho e ele sumiu, mas não imaginava que ele fosse assim”, declarou.
O caso foi levado à Justiça pelo estudante, que vem recebendo assessoria jurídica de duas estudantes e de um professor de direito da universidade onde estuda. Duas audiências foram realizadas, mas ainda não houve um acordo entre as partes. Sem o dinheiro e o veículo, André continua precisando da ajuda da mãe para levá-lo à faculdade em uma cadeira de rodas.
O estudante conta que Whindersson chegou a oferecer outro triciclo, mas ele não aceitou a proposta. Através de nota a empresa responsável pela carreira do youtuber lamentou o ocorrido.
A NonStop Produções Artísticas, empresa que cuida da carreira do youtuber Whindersson Nunes, lamenta o fato e informa que o artista fez o depósito para a empresa Triciclos Freeway que fabrica a moto adaptada para a cadeira de rodas e que a mesma se comprometeu a ajudar e entregar o produto, porém, depois de inúmeros contatos, essa mesma empresa parou de responder nossa equipe e não cumpriu sua parte no acordo.Informamos também que estamos colaborando para que esse episódio se solucione o mais rápido possível
Em entrevista ao Uol, o proprietário da empresa reconheceu o atraso na entrega do veículo, mas disse que não era bandido.
“Não somos bandidos, mas se deu a entender que temos a intenção de pegar o dinheiro e não entregar isso é uma inverdade. Simplesmente, não tenho condições de devolver”, disse.
Identificado como Márcio, o empresário acusou a crise como responsável pela demora e não deu um novo prazo para o estudante. “Estamos atravessando por uma dificuldade, como qualquer microempresa, que foi afetada pelo maldito governo, desde o PT. Estamos imobilizados por falta de capital. Se eu falar que vou entregar no mês que vem seria uma mentira porque não tenho capacidade, passo por dificuldades”.